terça-feira, 10 de abril de 2012

Toda a Wikipedia em inglês cabe em arquivo de 9,7 GB


Já existem diversos meios de acessar uma versão offline da Wikipedia, seja por aplicativos para desktop, suas respectivas versões para celular ou até em DVDs vendidas por empresas afiliadas à conhecida enciclopedia online. Mas todas elas falham em um aspecto: não oferecem todos os artigos disponíveis, algumas mal chegam a 2 mil deles. Ontem a própria Wikipedia anunciou que resolveu esse problema, disponibilizando toda a enciclopédia em um arquivo gigante de 9,7 GB.
     Para criar o arquivo a organização usou o formato OpenZIM, que é um tipo de formato de compactação “especificamente criado para compartilhar conteúdo Wiki”, dizem eles. Disponibilizar esse arquivo em um servidor, obviamente, explodiria todas as cotas possíveis, então a Wikipdia lançou a coletânea por meio de um torrent que você pode baixar aqui.
     Dentro desse arquivo estão apenas os artigos em inglês da Wikipedia (ao menos os criados até janeiro desse ano) e sem as imagens disponíveis na versão online. Para se ter uma ideia, se apenas as miniaturas de imagens dos artigos fossem adicionadas o tamanho final do arquivo seria de mais ou menos 100 GB. Mas estão incluídas nesse arquivo todas as listas, tabelas, citações e fórmulas matemáticas. Então é bem completo e suficientemente ilustrado.
     Erik Moeller, da Wikipedia, especificamente cita no post do blog oficial que essa versão offline do site vai ser bastante útil durante um apocalipse zumbi.

Google atrasa tablet próprio na tentativa de baixar preço


 Aparelho seria concorrente de tablets menores e mais baratos, como o Kindle Fire.
O Google adiou de maio para julho sua primeira tentativa de lançar um tablet próprio. De acordo com fontes ouvidas pelo site The Verge, o design atual estava pronto para entrar no mercado, mas a gigante da internet adiou o lançamento para ajustar o dispositivo.Segundo o site, o Google planeja fazer alterações no design e baixar o preço dos atuais US$ 249. O aparelho será produzido em parceria com a empresa taiuanesa Asustek e terá tela de sete polegadas, processador quad-core e terá somente conexão Wi-Fi.
Rumores divulgados anteriormente davam conta de que o preço do tablet ficaria em torno de US$ 199 e seria vendido diretamente pelo Google, através de uma loja online.

Microsoft é uma das empresas que mais contribuem com o Linux


Microsoft aparece na 17ª posição no ranking de empresas que contribuem com o Linux

A Linux Foundation, organização responsável pelo desenvolvimento do Linux, divulgou nesta semana um relatório que aponta a Microsoft pela primeira vez entre as 20 empresas que mais contribuem para o crescimento da plataforma. Segundo o documento, a gigante do software aparece na 17ª posição do ranking, que inclui empresas como Google, Intel, Nokia e IBM.
"A empresa, que uma vez chamoo o Linux de 'câncer', hoje está trabalhando dentro do modelo de desenvolvimento colaborativo para apoiar os seus esforços de virtualização e seus clientes", afirmou a fundação em nota.
O documento mostra ainda que mais de 7,8 mil desenvolvedores de cerca de 800 empresas diferentes contribuíram para o kernel Linux desde que o controle teve início em 2005. O relatório mostra também que 75% de todo o desenvolvimento do kernel é feito por desenvolvedores que são pagos por seu trabalho.

No fim das contas, computadores não vão salvar a educação

     Idealizado em 2005 pelo pesquisador Richard Negroponte, o computador educacional OLPC XO-1 foi criado com a nobre intenção de levar a tal da revolução digital a salas de aula de países pobres ao redor do mundo. Mas, distribuído desde 2008 e com 2,5 milhões de unidades espalhadas em 42 países, ele parece não ter efeito revolucionário na educação dos locais em que está presente, pelo menos na opinião do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
     De acordo com a instituição, o pequeno computador verde não melhorou o desempenho dos estudantes das escolas públicas do Peru, país que tem uma das educações mais deficientes do subcontinente (pois é…). No levantamento, foram pesquisados os resultados de alunos de 319 escolas do país. Os números mostram que o uso do OLPC não representou qualquer melhora nos índices de aprendizado de línguas ou matemática em relação às crianças que dispunham de uma educação “convencional”, com lousas tradicionais, lousas e giz.


OLPC
Além disso, os OLPC não representaram ganhos de atenção e aumento de tempo dedicado a tarefas escolares dentro ou fora de sala de aula. Mesmo carregados com 200 livros, também não aumentaram os índices de leitura: em média, cada criança leu apenas cinco livros em casa nos últimos 15 meses.
     “Foi sugerido que o uso de computadores iria aumentar a motivação dos alunos, mas os resultados nos apontam em outra direção”, diz o relatório do Banco (.pdf).


Os resultados foram similares a levantamentos feitos por outras instituições a respeito do uso de computadores em sala de aula. Desde 2007 o estado norte-americano do Maine adotou a política de um laptop por aluno, e até agora os estudantes não apresentaram diferenças notáveis de desempenho.
     A constatação mais notável dos levantamentos sobre o uso de computadores em sala de aula foi feita em 2010 pelo governo de um estado australiano, que constatou que ˜liderança é crucial” no uso de tecnologias em salas de aula.
     Ou seja, para terem sucesso em sala de aula, alunos equipados com computadores precisam, olha só, de bons professores.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Tendências para 2012: Social Media


Muitas empresas brasileiras perceberam o poder das mídias sociais em 2011, seja no relacionamento com seus consumidores ou na manutenção da sua imagem. Somos bilhões de usuários alterando diariamente a dinâmica de comunicação entre a marca e o público. O ano terminou com os maiores anunciantes do país investindo mais em redes sociais e em novos canais de relacionamento.


Pesquisa da Amcham detectou que as empresas reconhecem as mídias sociais como um importante canal para o negócio e planejam ampliar seus investimentos em 2012. O Facebook deve concentrar o maior esforço de marketing, já que dados divulgados pela comScore mostram que a rede se tornou a mídia social de maior audiência no país, ultrapassando o Orkut.


O estudo “Winning over empowered Consumer” da IBM mostra ainda que 71% dos consumidores querem incluir novas tecnologias no processo de compra e 85% acreditam que as redes sociais fazem economizar tempo. Com esses dados, é possível traçar algumas tendências para Social Media em 2012:

Varejo tradicional no E-commerce: o varejo tradicional tem usado o e-commerce como mais um canal de venda, sem perceber a real vantagem no posicionamento da marca e no relacionamento com clientes. Com a mudança da experiência de compra, já temos exemplos de empresas como Apple, Amazon, Google, Zappos e Best Buy que se diferenciam nas redes sociais por serem “íntimas” do consumidor, autênticas, ágeis e colaborativas.


Atendimento ao Consumidor: enquanto os varejistas estão preocupados com a loja, os compradores buscam conveniência e solução de seus problemas. O Atendimento ao Consumidor (SAC) é um ponto crucial para o sucesso ou o fracasso de uma marca em rede social. E todo atendimento precisa estar integrado, independente do meio de comunicação, para permitir que as empresas antecipem as soluções e possam customizar produtos ou serviços.


Facebook X Google+: com 36 milhões de usuários em 2011, o Brasil se tornou o 4º maior país no Facebook. E o crescimento também foi percebido em relação ao engajamento e ao número de visitas mensais. Pesquisa da comScore mostra que o Google+ possui 4,3 milhões de usuários. Mas a briga promete: o Google começou 2012 anunciando a função “Search plus Your World”, que inclui informações publicadas por contatos do Google+ nos resultados de sua busca. Enquanto isso, o Facebook anunciou o “Open Graph”, que permite que os desenvolvedores de aplicativos possam customizar as ações dos usuários, como “ver” e “jogar”.


Social Commerce: em 2011, recursos implementados pelo Facebook permitiram a entrada de inúmeros varejistas com o propósito de conectar-se aos seus clientes. Apesar do F-commerce (Facebook) ser uma realidade nas páginas brasileiras, a maioria das lojas é pequena e ainda não apresenta resultados significativos. O motivo? As pessoas ainda não se acostumaram a “comprar” na rede e ainda não têm segurança em colocar seus dados pessoais por lá.


M-Commerce: a projeção para 2015 é que o Brasil chegará na 4ª posição em relação ao faturamento mundial em e-commerce. E cada vez mais os brasileiros usam as redes sociais e os dispositivos móveis (mobile) para trocar informações e fazer compras. Cerca de 80% dos brasileiros já utilizaram o celular em alguma fase do processo de compra, diz a Pesquisa do Mobile EntertainmentForum (MEF).


Outras redes: Youtube, Linkedin, Vimeo, Flickr, Instagram, Blogs e outras ferramentas já estão sendo utilizadas pelas marcas que querem inovar e se relacionar com seu público. São essas empresas que vão ganhar o consumidor em 2012. Sem esquecer o Twitter, que vai lançar um novo layout e “páginas” para marcas (já em fase de testes nos EUA). Todas as redes continuarão sendo monitoradas, tarefa que será cada vez mais automatizada e fundamental para o crescimento e a influência das marcas das redes sociais – além de gestão de crises.


Dois mil e doze é o ano em que as ferramentas de comunicação com consumidor (CRM) – mobile, social media, marketing, e-mail marketing, atendimento e vendas – precisam estar cada vez mais integradas. Também é fundamental medir os resultados das ações – especialmente em redes sociais – e, para isso, os profissionais precisam conhecer a fundo sobre marketing, gerenciamento de produtos e contabilidade.


Ainda existe uma grande dificuldade de se medir o ROI (retorno de investimento) nas mídias sociais e certamente esse será um assunto bastante discutido em 2012. Ainda teremos eleições em outubro, quando as ações de “marketing político” vão ter destaque, e as previsões para o fim de mundo que também vão agitar as redes.

Facebook compra Instagram


Negócio está avaliado em US$ 1 bilhão.
    Por essa você não esperava. O Facebook anunciou no começo da tarde a aquisição do Instagram, o popular aplicativo/serviço que coloca efeitos especiais em fotos e as compartilha nas principais redes sociais. O valor a ser pago pelo Instagram foi avaliado em US$ 1 bilhão, considerando dinheiro vivo e ações do Facebook (ainda não listadas na bolsa, é bom notar) a serem distribuídas para os acionistas do aplicativo.


A notícia foi dada em primeira mão por Mark Zuckerberg, o criador e CEO do Facebook, em sua timeline — sim, mais uma maneira de promover o recurso, sem sobra de dúvida. O jovem executivo se diz animado e trazer as boas novas e afirma que ”o talentoso time do Instagram vai se juntar a nós”. Não há informações sobre quais funcionários receberão em breve os crachás de empregados do Facebook.


Zuckerberg diz na mensagem que, a partir de agora, será possível criar uma experiência ainda melhor para compartilhar “belas fotos” nas redes sociais. Ele promete que o compartilhamento do Instagram continuará independente da rede social que comanda, bem como os amigos dos serviços poderão ser independentes — mas algo me diz que o Facebook vai incentivar vivamente a integração entre ambos.
Mensagem de Zuckerberg no Facebook
Não menos importante, o CEO promete que o Instagram continuará funcionando em outras redes sociais. Isso quer dizer que, a menos que ele mude de ideia, o Twitter poderá beber da fonte do Instagram ainda por um bom tempo.


Ao fim da mensagem, Zuckerberg também disse que essa é a primeira aquisição do tipo na história do Facebook porque, nunca antes na história da rede social, eles haviam adquirido uma empresa com “tantos usuários”. De acordo com ele, não há interesse em continuar comprando empresas de terceiros dessa maneira.


O Instagram é uma popular ferramenta para adicionar efeitos bacanas a fotos, tenham elas sido feitas anteriormente ou naquele instante. Na semana passada, depois de mais ou menos dois anos de espera, finalmente chegou a versão do aplicativo para Android. Antes só tinha para iOS. E até agora não tem para Windows Phone

30% do tráfego da internet é gerado por conteúdo pornô


Servidores do YouPorn atingem até 800 Gbps de tráfego no horário de pico.
     Não dá para negar que os sites com conteúdo pornográfico fazem sucesso e geram bastante dinheiro. Dados do DoubleClick Ad Planner coletados recentemente revelam que o Xvideos é o maior deles, com 4,4 bilhões de páginas servidas por mês — número bem próximo ao da Amazon, que hoje possui 5,9 bilhões de pageviews. Com os dados, é possível afirmar que os sites de conteúdo adulto representam quase um terço do tráfego total da internet.
      O ExtremeTech analisou algumas dessas informações. Segundo a matéria, a visitação do Xvideos é três vezes maior que a dos sites CNN e ESPN. Cada visitante passa em média 15 minutos por acesso, tempo até cinco vezes maior do que os sites de notícias. Considerando que cada vídeo tenha um bitrate de 800 Kbps e multiplicando pelo número de visitas, são 29 petabytes de dados transferidos todos os meses (ou 50 GB/s).
Eu sei o que você acessa.
O YouPorn, segundo maior site de conteúdo adulto, divulgou seus dados de visitação oficiais. De acordo com os proprietários, são mais de 100 TB em vídeos, 100 milhões de pageviews diários e 28 petabytes de dados transferidos por mês. No horário de pico, o upload dos servidores atinge 800 Gbps — haja infraestrutura!


O servidor web Nginx, o cache Varnish e o banco de dados Redis são os responsáveis por suportarem o apetite voraz dos poetas do YouPorn ao redor do mundo. Anteriormente o site utilizava linguagem Perl e banco de dados MySQL, mas desde 2011 é desenvolvido com PHP, a mesma utilizada em outros sites de alto tráfego, como Wikipédia e WordPress.com.


Como o tráfego total da internet está estimado em 50 Tbps, sabemos que apenas um site pornográfico é responsável por quase 2% dos dados. Com inúmeros sites disponíveis por aí, o tráfego de conteúdo adulto pode ser estimado em até 30%. E ainda querem proibir a pornografia na internet.